Dr. Leonardo Fischer
28 de junho de 20266 min de leitura

Infarto do miocárdio: sintomas, riscos e prevenção

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Dr. Leonardo Fischer

Cardiologista · CRM-SC 24.443

O infarto do miocárdio é uma das maiores emergências cardiovasculares — e, ao mesmo tempo, uma das condições mais preveníveis. Conhecer seus sintomas e fatores de risco pode salvar vidas.

O que é um infarto?

O infarto ocorre quando uma artéria coronária — responsável por levar sangue ao músculo cardíaco — é bloqueada, geralmente pela ruptura de uma placa de gordura acumulada na parede do vaso. Com o fluxo interrompido, parte do músculo cardíaco começa a morrer por falta de oxigênio.

Quanto mais rápido o atendimento, menor o dano. Por isso o reconhecimento dos sintomas é fundamental.

Sintomas típicos

O desconforto torácico em repouso é o sintoma mais comum, presente em aproximadamente 75 a 80% dos casos.

  • Dor, pressão ou aperto no centro do peito
  • Irradiação para braço esquerdo, mandíbula, costas ou pescoço
  • Sudorese fria
  • Náuseas e vômitos
  • Falta de ar intensa

Sintomas atípicos

Cerca de 40 a 48% dos pacientes — especialmente mulheres, idosos e diabéticos — apresentam sintomas diferentes dos clássicos:

  • Fadiga intensa e inexplicável
  • Dor epigástrica (na "boca do estômago")
  • Tontura ou desmaio
  • Falta de ar sem dor torácica

O infarto silencioso

Existe ainda o infarto silencioso — quando a necrose do músculo cardíaco ocorre sem sintomas reconhecíveis. É mais comum em diabéticos, idosos e mulheres. O diagnóstico é feito retrospectivamente por alterações no ECG ou em exames de imagem.

Quais são os fatores de risco?

  • Hipertensão arterial não controlada
  • Colesterol e triglicerídeos elevados
  • Diabetes mellitus
  • Tabagismo
  • Obesidade e sedentarismo
  • Histórico familiar de infarto precoce (antes dos 60 anos em parente de primeiro grau)
  • Apneia do sono não tratada

Como prevenir?

A prevenção do infarto passa pelo controle dos fatores de risco:

  • Tratar a hipertensão e mantê-la controlada
  • Atingir as metas de colesterol com dieta e, quando necessário, medicação
  • Controlar o diabetes rigorosamente
  • Parar de fumar
  • Praticar atividade física regular
  • Manter peso adequado

Quem já teve um infarto

Quem já teve um infarto tem risco significativamente aumentado de um novo evento. Nesses casos, o tratamento preventivo com medicamentos — antiagregantes, estatinas, betabloqueadores — é parte obrigatória do acompanhamento e não pode ser interrompido sem orientação médica.

Quando procurar um cardiologista?

Se você tem um ou mais fatores de risco listados acima, uma avaliação cardiológica preventiva é recomendada — mesmo sem sintomas. Não espere o primeiro evento.

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