O infarto do miocárdio é uma das maiores emergências cardiovasculares — e, ao mesmo tempo, uma das condições mais preveníveis. Conhecer seus sintomas e fatores de risco pode salvar vidas.
O que é um infarto?
O infarto ocorre quando uma artéria coronária — responsável por levar sangue ao músculo cardíaco — é bloqueada, geralmente pela ruptura de uma placa de gordura acumulada na parede do vaso. Com o fluxo interrompido, parte do músculo cardíaco começa a morrer por falta de oxigênio.
Quanto mais rápido o atendimento, menor o dano. Por isso o reconhecimento dos sintomas é fundamental.
Sintomas típicos
O desconforto torácico em repouso é o sintoma mais comum, presente em aproximadamente 75 a 80% dos casos.
- Dor, pressão ou aperto no centro do peito
- Irradiação para braço esquerdo, mandíbula, costas ou pescoço
- Sudorese fria
- Náuseas e vômitos
- Falta de ar intensa
Sintomas atípicos
Cerca de 40 a 48% dos pacientes — especialmente mulheres, idosos e diabéticos — apresentam sintomas diferentes dos clássicos:
- Fadiga intensa e inexplicável
- Dor epigástrica (na "boca do estômago")
- Tontura ou desmaio
- Falta de ar sem dor torácica
O infarto silencioso
Existe ainda o infarto silencioso — quando a necrose do músculo cardíaco ocorre sem sintomas reconhecíveis. É mais comum em diabéticos, idosos e mulheres. O diagnóstico é feito retrospectivamente por alterações no ECG ou em exames de imagem.
Quais são os fatores de risco?
- Hipertensão arterial não controlada
- Colesterol e triglicerídeos elevados
- Diabetes mellitus
- Tabagismo
- Obesidade e sedentarismo
- Histórico familiar de infarto precoce (antes dos 60 anos em parente de primeiro grau)
- Apneia do sono não tratada
Como prevenir?
A prevenção do infarto passa pelo controle dos fatores de risco:
- Tratar a hipertensão e mantê-la controlada
- Atingir as metas de colesterol com dieta e, quando necessário, medicação
- Controlar o diabetes rigorosamente
- Parar de fumar
- Praticar atividade física regular
- Manter peso adequado
Quem já teve um infarto
Quem já teve um infarto tem risco significativamente aumentado de um novo evento. Nesses casos, o tratamento preventivo com medicamentos — antiagregantes, estatinas, betabloqueadores — é parte obrigatória do acompanhamento e não pode ser interrompido sem orientação médica.
Quando procurar um cardiologista?
Se você tem um ou mais fatores de risco listados acima, uma avaliação cardiológica preventiva é recomendada — mesmo sem sintomas. Não espere o primeiro evento.
